Rota da resistência dos cátaros no Languedoc
O chamado país cátaro na Occitânia (hoje Languedoc - Língua de Oc – falada no sul) se estendia em uma extensão fronteiriça com Toulouse até o norte, nos Pirineus até o sul, e no Mediterrâneo até o leste.
Os castelos – situados em lugares aparentemente inatingíveis – em que habitavam os cátaros ( hoje vilarejos, fortalezas e/ou ruínas como : Puivert, Puilaurens, Minerve, Queribus, Montségur, Peyrepertuse ) são testemunhos concretos da existência dos cátaros que, na Idade Média, ao fazerem contraponto ao dogmatismo da Igreja Católica, foram considerados heréticos, sofrendo todo tipo de perseguição, massacre e extinção por parte das Cruzadas e da Inquisição.
As causas deste tipo de conflito vão além da questão religiosa. À época, as terras do sul – em oposição ao norte da França - se constituíam em reinados ricos e poderosos (a exemplo do conde de Toulouse) que escapavam da autoridade real, e eram bastante cobiçadas.
Das grandes cidades do sul que abrigaram os cátaros como Albi, Toulouse, Béziers, Carcassonne, Foix, as que preservaram algum vestígio dos cátaros foram : o castelo de Foix, e as muralhas externas de Carcassonne. Quanto a Albi (antiga capital do catarismo francês) teve que ceder lugar á construção da catedral Santa Cecília. Entretanto é Carcassonne que atrás de suas muralhas era (e ainda é devido a reconstrução da cité) a mais emblemática do país cátaro.
Dá-se o nome de catarismo (do grego Katharos = puro) ao movimento religioso próximo ao catolicismo, mas que rejeitava os sacramentos e o culto, e que conheceu o apogeu no final do século XII. Resumia o mundo em uma oposição entre o bem e o mal. Havia entre os cátaros a crença na reencarnação do espírito, a abstinência á carne (pois não matavam animais), o exemplo ao amor cortês e ao próximo, a valorização da mulher, a mensagem da tolerância, e a aspiração mística à procura do Graal.
Além do resgate da história da resistência da nobreza que protegia os cátaros e a perseguição sofrida e que começou contra os templários, hoje se resgata também a música dos cátaros e a poesia cantada pelos trovadores do século XIII.
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